A Favorita retorna à TV no Vale a Pena Ver de Novo

maio 13, 2022



Quem está falando a verdade? Essa foi uma das primeiras perguntas que os noveleiros de plantão fizeram enquanto acompanha os primeiros capítulos de A Favorita, lançada originalmente em 2008. Para aqueles que não se recordam, o autor João Emanuel Carneiro foi promovido ao horário nobre após o sucesso das suas obras anteriores: Da Cor do Pecado (2004) e Cobras & Lagartos (2006), exibida às 19h.

A Favorita marcou a história na nossa teledramaturgia por trazer um conflito, no centro da narrativa: Donatela (Claudia Raia) e Flora (Patrícia Pillar). No passado, as protagonistas foram parceiras da dupla sertaneja Faísca e Espoleta. Flora foi condenada a 18 anos de prisão pelo assassinato do marido de Donatela, Marcelo Fontini (Flavio Tolezani), de quem era amante, após sair da cadeia, ela alegou inocência, acusando a ex-amiga pelo crime.

Impossível não se lembrar da música “Beijinho doce” que fez tanto sucesso e ganhou remixes na internet, com batidas pop, dance e funk. No entanto, esse grande sucesso foi composta por João Alves dos Santos, o popular Nhô Pai, que foi gravada pela primeira vez em 1945 pelas Irmãs Castro, dupla formada por Maria de Jesus Castro e Lourdes Amaral Castro. A canção já teve inúmeras gravações. Embora não tenha feito parte da trilha sonora da novela lançada em CD, a música fez grande sucesso entre os telespectadores.

Em entrevista para o jornal Folha de São Paulo, o autor contou seu principal objetivo com a trama proposta:

“Pretendo discutir o julgamento que fazemos das pessoas. De uns tempos para cá, tenho tido cada vez mais dúvidas. Dúvidas quanto ao caráter de muita gente, se o meu gerente de banco tem boas intenções quando diz que tenho que investir no fundo tal, se muitas pessoas tentam se aproximar de mim por interesse depois que me tornei um autor de novela, e muitíssimas dúvidas quanto aos políticos que se dizem inocentes. O que mais nos transtorna no caso Isabella é ainda o fiapo de dúvida que resta. Será que o pai pode ser inocente? Quis acreditar quando afirmou que não matou a filha. Não posso admitir que um pai atire a filha pela janela”.


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